O sistema de cartão vermelho na Copa do Mundo foi jogado na confusão após a decisão de efetivamente anular o cartão vermelho mostrado ao atacante dos Estados Unidos, Florian Balogun, permitindo que ele jogasse na partida das oitavas de final contra a Bélgica. Balogun, o artilheiro dos EUA com três gols, foi expulso na vitória das oitavas de final sobre a Bósnia-Herzegovina e normalmente enfrentaria uma suspensão automática. Esta é apenas a segunda vez na história da Copa do Mundo que um jogador não cumpre suspensão após um cartão vermelho, sendo a primeira com Garrincha, do Brasil, em 1962, uma decisão também envolta em alegações de interferência política. O comitê disciplinar da Fifa não ofereceu razão ou explicação para suspender a punição de Balogun, citando simplesmente o "artigo 27 do código disciplinar da Fifa", que permite à Fifa suspender uma medida disciplinar sem atender a outros critérios. Este artigo nunca foi usado antes em uma Copa do Mundo. Vários relatos, não confirmados pela BBC, sugerem que o presidente dos EUA, Donald Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar uma revisão do cartão vermelho, levantando questões sobre influência política, dada a relação próxima entre a Casa Branca e a Fifa. A decisão levanta questões significativas sobre o precedente no futebol. Não está claro por que Balogun recebeu uma trégua enquanto os outros 11 jogadores expulsos nesta Copa do Mundo cumpriram suspensões. A decisão pode levar a mais apelos no futebol para reduzir suspensões, mesmo quando os cartões vermelhos foram justificados pelas regras, e lança dúvidas sobre a certeza da regra de "perde a próxima partida" para futuros cartões vermelhos.