O teste de um míssil balístico lançado de submarino pela China esta semana gerou críticas de nações do Pacífico Sul, que dizem que isso prejudica o espírito da Zona Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul, estabelecida pelo Tratado de Rarotonga em 1986. O míssil, lançado de um submarino na costa da China, voou aproximadamente 7.000 quilômetros a sudeste sobre o Pacífico antes de cair perto das nações insulares de Nauru e Tuvalu, ambas partes do tratado. Embora o teste não viole tecnicamente o tratado, já que o míssil carregava uma ogiva fictícia, Nova Zelândia e Austrália acusaram a China de violar a intenção do tratado. A China chamou o teste de rotineiro e pediu que não haja "superinterpretação". Analistas dizem que o teste faz parte de uma tendência crescente de potências nucleares exercerem pressão sobre zonas livres de armas nucleares por interesses geoestratégicos, citando exemplos como EUA, Reino Unido e Rússia. As tensões sobre o tratado estão altas desde 2021, com a China criticando anteriormente o acordo de submarinos nucleares AUKUS entre Austrália, EUA e Reino Unido como uma violação. Olamide Samuel, da Open Nuclear Network, alertou que tais ações podem levar a uma "espiral lenta" e a uma "corrida ao mínimo" do que o tratado exige, em vez de promover objetivos voltados para a paz. Zonas livres de armas nucleares semelhantes existem na África, Sudeste Asiático, América Latina e Ásia Central.